sábado, abril 29, 2006

O fim estará próximo?

Incrível... Quando eu vejo o tempo a passar e eu a não fazer nada de útil começo a sentir-me mal! Nunca me preocupei com isso e agora também não o faço. Mas mesmo que não me queira preocupar começo a, involuntariamente, sentir-me mal...
E isso acontece também em ralção ao blog. Os dias vão passando e eu sem escrever nada... Que sensação desagradável (para mim!)... A sério...
E é que, nestes últimos dias, nem a música me inspira para escrever seja o que for. Eu que até tinha dito algumas coisas minimamente decentes e que levavam, volta e meia, uns comentários, agora estou entregue a um "completo vazio" intelectual. Não há nada que me passe pela cabeça que seja merecedor de um mísero artigo. A única coisa que me passa neste momento pela cabeça é que, enquanto os ouço, lembro-me agora que nunca estiveram no ASSUMiTUNES os CHILDREN OF BODOM que são uma das minhas bandas favoritas. Mas isto é absolutamente irrelevante para quem lê isto. Só para mim é que esta descoberta tem interesse. E o que é que isso vos interessa? Nada... Pois não consigo mesmo encontrar nada de interessante... Estou mesmo mal... Se calhar por isso mesmo posso encontrar aqui uma justificação para me enganar a mim mesmo e pensar: "É melhor não estudar também hoje. Se não consigo escrever também não consigo estudar". E lá vai mais um dia sem estudar...
É que nem sequer me presto a ir levantar polémicas nos blogs de outrem. Até isso, que é das coisas que mais piada acho em fazer, não tenho feito.
Isto está a chegar ao ridículo de eu ter escrito este artigo ontem e só o publicar hoje (se é que ainda alguém encontrou paciência para continuar a ler até aqui)... Como me propus, a certa altura, a escrever, no mínimo, um artigo de dois em dois dias, tenho que fazer destas coisas... Porque se tivesse posto o artigo ontem, teria que produzir qualquer coisa já amanhã. Assim, publicando-o hoje, só terei que produzir qualquer coisa até 3ª-feira.
Não sei porque vim dizer isto aqui. Esta referência só vai estragar a imagem deste espaço... "Um blog de um tipo que não tem nada de interessante para dizer... Para quê voltar a passar os olhos por aqui?"

Mas, finalmente, lembrei-me de qualquer coisa minimamente interessante que, sendo uma pergunta, até pode fazer surgir alguns comentários.
Fazer cerca de 65 quilómetros, no final de uma semana cansativa, numa 6ª-feira à noite, para ir a uma festa de aniversário surpresa é ou não a prova da existência de uma grande amizade? Se a resposta for afirmativa, como penso que seja, ficarei satisfeito por saber que acredito em algo verdadeiro!

Depois de uma ausência prolongada o rapaz que ficou conhecido como sendo o "Olá miudas!" foi novamente avistado, desta vez, nas instalações da AEFDUP.
(Depois desta afirmação hà a hipótese de receber montes de comentários por me ter referido a ele. Portanto, antes de fazerem quaisquer comentários, peço-vos apenas que voltem a ler o que escrevi. Trata-se apenas da referência de um facto, certo? Não usei nenhum adjectivo relativo a ele, certo? Portanto, agradecia que não fosse levantada nenhuma polémica que, estando eu numa fase criativa pouco produtiva, faria com que eu perdesse o "debate" que a seguir se iniciaria)

sexta-feira, abril 28, 2006

ASSUMiTUNES

Ora aqui vai uma introdução para a música que vos vai acompanhar nas leituras desta próxima semana.
Estes STREAM OF PASSION são uma banda curiosa num aspecto - pelo menos para mim - : têm um guitarrista do sexo feminino. Não é a primeira vez que vejo uma coisa destas. Mas é a primeira vez que vejo um guitarrista do sexo feminino na guitarra solo! Se eu já acho muito pouco feminino ver uma mulher a tocar guitarra, muito menos ainda ver uma mulher a fazer um genial solo de guitarra... O virtuosismo em termos musicais foi feito para os homens... Mas isto é só a minha opinião.
Mas vamos ao que realmente me fascina nesta banda: a voz da vocalista. Esta voa é (mais uma) daquelas que me arrepia. É um quinto instrumento. Se para mim, em geral, o que interessa mesmo é a música, há, portanto, poucas bandas que me conseguem fazer concentrar na voz. Mas esta é uma dessas poucas!
Espero que gostem tanto como eu. Além disso esta é mais uma tentativa minha de conseguir por uma música que seja apreciada pelo o maior número de pessoas. E desta vez também têm o videoclip, uma vez que se trata do single do albúm.
Este texto está nojento. Peço desculpa por isso. Mas ando com as minhas capacidades de escrita e criativas um pouco em baixo... Não sei porquê.

P.S.: descobri esta semana que a "minha banda" são os AC/DC, se é que isso vos interessa. Ainda assim, depois de descobrir isso consegui-os trocar por estes STREAM OF PASSION para "darem música" durante uma semana a este blog. Portanto, não duvidem da qualidade desta mistura de músicos holandeses, suecos e mexicanos.

terça-feira, abril 25, 2006

Deixar qualquer coisa

Depois de ler mais umas páginas do romance que ando a ler - "Código Civil" do famoso consagrado "legislador de 1967" - eis que começo a sentir a pressão de vir aqui escrever mais qualquer coisa. Uma coisa que me ajuda, e muito, a ganhar inspiração, ou pelo menos "lata" para escrever coisas que não interessam a ninguém, mas de qualquer forma escrevê-las, é a música.
O meu computador é uma autêntica caixa de música que não pára de tocar desde que o ligo até que o desligo. A maior das banalidades e matéria sem interesse, escrita ao som de uma boa música, surge-me como a mais fantástica tese de doutoramento escrita até hoje. É o que sinto neste momento. Tenho a certeza ABSOLUTA que não estou a escrever nada de importante e, mesmo assim, continuo... e continuo... e continuo...

Entretanto uma pequena branca e já tenho assunto para continuar. O engraçado disto tudo é que me fui apercebendo de uma coisa que me fascina. Pegando, novamente na música, não é espectacular - para não estar sempre a usar o raio da expressão "fantástico" - que músicas escritas hà dezenas de anos continuem a passar nas rádios e continuem à venda nas lojas? Já menos espectacular é que os editores continuem a ganhar dinheiro à custa daquelas geniais criaturas que criaram algo que se perpetua nas esferas das outras pessoas. Mas isso é outra questão que dava um outro artigo...
O mesmo se diga dos livros - e sobretudo dos livros - que imortalizam nomes. Falei eu em "dezenas de anos"? Sim, também estava a falar de música... Ora, "dezenas de anos" não é a unidade mais adequada para se falar em livros. Platão! (para bom entendedor...)

Mas tudo isto para eu tentar chegar onde? (Sim eu sei. Nunca me disseram mas eu sei que tenho uma pequena caractarística. É-me inevitável começar a falar de um tema sem fazer uma introdução. A questão é que, em geral, as minhas introduções são (de longe) mais interessantes e extensas do que as conclusões a que chego.)
O que eu queria, pois, dizer era o seguinte: eu sei que não venho aqui dizer nada de jeito muitas das vezes. Mas a uma coisa acho piada. Por muito insignificante que seja - e sou -, aqui fica sempre um pedaço de mim. Valha isso o que valer. E isso é uma coisa que tem significado para mim - se é que isso vos interessa minimamente.
Por isso, uma coisa que aconteceu faz tempo com um amigo de um amigo e a que não dei o minimo valor na altura, seria agora, também para mim, uma catástrofe tal como foi para ele. Pois parece que ao fazer uma alteração qualquer no blog, todos os conteúdos que lá estavam desapareceram...

domingo, abril 23, 2006

Teoria da relatividade

Depois disto...
disto...
e disto...
qual é a piada de ganhar a primeira Liga?

Soube bem saber que o F.C.P. é campeão outra vez! Mas já não é a mesma coisa...

sexta-feira, abril 21, 2006

ASSUMiTUNES

Nunca passei dias tão ansiosos como os últimos dois!
Depois de descobrir estes RAGE, que tocam agora enquanto leêm estas linhas, surgiu em mim uma incrível vontade de partilhar com aqueles que apreciam este estilo musical - ao qual já foram dedicadas bastantes linhas neste espaço digital -.
A questão é que nenhuma banda aqui é posta à frente ou acima de outra. Todas estão "lá em cima" (é um facto!) mas nenhuma está mais alta que outra. Assim, como cada música fica durante uma semana a acompanhar as vossas leituras, também os FINNTROLL que aqui estiveram, teriam que permanecer por 7 dias.
Mas RAGE foi uma das grandes descobertas deste ano para mim. O nome era conhecido. Já tinha falado muito deles mas nunca tinha tido a curiosidade de entrar "na banda" deles. Pois, pelos vistos andei a perder muito. Mas mais vale tarde que nunca e o que interessa é que já os conheço. A minha opinião vale o que vale mas, até ver, ou melhor, até ouvir, esta é, SEM DÚVIDA, a melhor coisa que ouvi nos últimos tempos, e certamente, este ano.

Como optam por fazer um encadeado de músicas, ficam aqui as três primeiras que têm que ser ouvidas em sequêcnia para se perceber o sentido da música. Espero que gostem tanto como eu, sobretudo aqueles que já têm os ouvidos afinados para estes sons, claro... Para os outros pode ser mais complicado. Mas toda a gente já deve ter vistos filmes de Hollywood, certo? Pois, parece-me que estes RAGE criaram um ambiente musical que serve perfeitamente os propósitos hollywoodescos. Sendo assim, já consigo abranger os gostos de 97,34% da população mundial.

Homens e Mulheres

Isto é uma coisa que me apoquenta há algum tempo e só hoje me lembrei que este espaço é o ideal para debater esta questão.
Porque se associa o machismo a algo errado e retrógado e, pelo contrário, nos tentam levar a crer que o feminismo é algo de certo e moderno?

Não serão, tanto um como outro, duas faces da mesma moeda? É óbvio que são!

quinta-feira, abril 20, 2006

Isto aconteceu mesmo!

(AVISO: este artigo só é interessante para quem me/nos conhece ou então estuda Direito e já fez a cadeira de Direito Romano)

Não interessa com quem mas passou-se o seguinte episódio numa oral da referida cadeira. À pergunta: "Qual é o papel do pretor na aplicação das leis com sanção imperfeita?". Ao qual o aluno respondeu sábia e imediatamente: "O pretor é objector de consciência!"

Era impossível deixar passar isto em branco! Isto tinha que ser partilhado com o Mundo!

terça-feira, abril 18, 2006

DescUbertas

(AVISO: as mulheres (em strictu sensu) também podem ler este artigo mas ele destina-se sobretudo homens e lésbicas)

Outra coisa que eu não conseguia perceber antes de ter o blog era o facto de muitas pessoas se deliciarem ao dizer "Descobri um blgo novo que é um espectáculo!". Ao que eu respondia efusivamente "Sim... Pois... Ainda bem...".
Mas, de facto, é mesmo verdade! Há descobertas que se fazem na rede que são mesmo dignas de menção. Passou-se isso agora comigo e tive que vir aqui contar! E o mais interessante é que se trata de um blog. Precisamente aquilo a que eu não achava piada nenhuma...
Ora num exercício tipicamente jurídico, esta descoberta foi feita através de uma remissão do sítio x (que por problemas técnicos não posso por o link porque o raio do interface de edição de artigos está a dar erro. Mas este tal sítio x é o blog Santa Luzia que podem encontrar na barra do lado na parte das "Outras Coisas Interessantes") para o sítio y (que, novamente por problemas técnicos também não posso por aqui o link. Trata-se do primeiro blog que se avista na referida secção das "Outras Coisas Interessantes"). Isto é tão bom que, mesmo sem conhecer o autor do blog, já lhe dei direito a ter um link aqui!
Espero que seja do agrado dos meus prezados leitores esta minha descoberta.

P.S.: Sinto agora o mesmo que os Korn sentiram quando lançaram os Limp Bizkit. Graças a mim, vou perder a "clientela" que se vai agora direccionar para o tal sítio y... Ao menos que passem por cá para usarem o meu link quando já não se lembrarem do endereço.

P.S.2: Obrigado à equipa do blogger.com por me cortar a piada toda da minha tentativa de criar um artifício literário relacionada com o uso das letras X e Y como forma de me referir a determinados sítios na rede e de tentar associar links apenas a essas letras. Assim teve que ficar tudo primitivo e básico dando a ideia de que sou um ignorante que não percebe nada de html... Mas esta teve que ser mesmo a solução, caso contrário, incompreensivelmente, a apresentação da página ficava toda desconfigurada... Coisa estranha... Pergunto-me a mim mesmo se o sistema que rola nos seus servidores não será obra da Microsoft...

domingo, abril 16, 2006

Vicios

Eu fui sempre uma pessoa que via os vícios como algo que se podia escolher antes de se entrar num deles. E hoje vi que as coisas não são como eu pensava que fossem.
JOGO. Um vício terrível, sobretudo quando se tem sorte! Foi aqui que descobri que tenho sorte. Na mesma semana ganhei em dois jogos diferentes umas quantias interessantes. Muito para mim que não estou habituado a ganhar nada.
Desta vez foi flagrante e ganhei bastante em pouco tempo, mas já vinha vindo a ganhar pouco, aos poucos e poucos. E o problema dos prémios acumulados é que aumentam de uma forma incrível a vontade de "subir a parada". Depois de eu ter optado por jogar na Liga dos Campeões (e esta só vai ser percebida por (muito) poucos), estava a passar-se agora o mesmo mas com dinheiro. Felizmente tive sorte! E felizmente consegui perceber o que era preciso para reaver o dinheiro acumulado em prémios. Acabou! Agora é só esperar que ele volte para a tranquilidade da minha conta bancária.
Foi uma experiência gira. Mas não é para repetir. A sério... a todos aqueles que nunca jogaram a dinheiro: é incrível o apelo que se sente para jogar mais e mais, com valores mais e mais altos, quando tudo correu bem até lá! Incrível! Percebi mesmo porque há tanta gente que fica viciada em jogos a dinheiro. É dinheiro absolutamente fácil! O dinheiro mais fácil que alguma vez ganhei na minha vida!
No final da experiência fiquei duplamente feliz. Primeiro porque consegui ganhar mais 80% do dinheiro que tinha investido. Segundo porque vi-me a mim mesmo a tomar consciência da situação e a conseguir sair dela (a tempo).

sexta-feira, abril 14, 2006

ASSUMiTUNES

Muitos blogs hoje em dia têm uma rubrica musical e, tendo em conta a importância que a música tem na minha vida, também o meu tinha que ter.
O curioso é que em (quase) todos eles, sempre que há a introdução de uma música, surge um artigo em que se diz qualquer coisa acerca da escolha. Parece-me lógico. Até porque, de facto, no meu caso, todas as escolhas têm uma razão. Assim, a partir de agora, sempre que introduzir uma música, lá virá uma explicação ou qualquer coisa do género.

FINNTROLL
Estes homens são um perfeito exemplo do que me fez passar a gostar de músicas em que só há berros guturais! A certa altura descobri uma banda que tinha uma música fantástica! Mas os gajos só berravam... Mas eu insisti a ouvir aquilo e acabei por me conseguir abstrair da boca do homem e concentrar-me só na música. Aos poucos e poucos fui interpretando os berros dele e fui entendendo que fazia todo o sentido ele estar a falar daquela maneira... Tal como os poemas são declamados de diversas formas consoante o tema que abordam, também aquele homem tinha motivos para berrar, olhando ao tema que tratava! Nesse caso tratava-se dos IN FLAMES (que berram em inglês)! Neste caso não faço a mínima ideia se ele tem motivos para berrar pois estes FINNTROLL cantam tudo na sua língua mãe: o finlandês. Todavia, a forma como conseguem a fusão entre música folclórica finlandesa com o Metal, é argumento bastante para eu os conseguir ouvir!

Eu tinha que vir falar nisto

Aquilo que eu menos esperava aconteceu.

Quando eu criei esta coisa nunca pensei que fosse durar muito porque já tinha tido uma experiência anterior que não tinha dado grandes frutos. Não achava piada nenhuma ir escrever coisas a um blog. Além disso, o nick que aparecia quando eu escrevia alguma coisa era o pré-definido pelo ISP e eu nunca o consegui alterar e não achava piada nenhuma ver os meus artigos assinados por um tal "as1572059"...
De qualquer forma, voltemos ao que interessa. Isto era, para mim, um projecto sem grande futuro. Mas agora, este espaço aqui passou a ser uma parte importante da minha vida. E quando passo por aqui penso: "Porra, já passou um dia em que não escrevi nada. Tenho que ir escrever qualquer coisa para que o público não se esqueça disto". Sim! Porque eu sinto essa pressão. E porquê? Porque sei que há leitores assíduos destas coisas que eu aqui vou pondo! E sinto-me mal em ter acendido uma chama e depois deixá-la apagar.
Portanto sinto uma necessidade, ou melhor, obrigação em vir por aqui alguma "lenha".

Agora com a fantástica ideia que tiveram de adaptar o útil RSS aos blogs, eu sei que não há tanto problema em passar alguns dias sem dizer nada porque, quando houver novidades toda a gente é informada. Todavia, será que toda a gente sabe o que é o RSS? Mais ainda: sendo o Internet Explorer o browser mais usado, é pouco provável que saibam e utilizem o RSS. Quanto a mim vos digo: eu só realmente comecei a achar piada a isto dos blogs por causa do RSS. Porque não gosto muito de andar à procura de coisas. E assim elas vêm ter comigo e sei que NUNCA perco nada.

Mas afinal em que é que "eu tinha que vir falar..."?
Simples: para além de já ter recebido um fantástico "eu nao te conheço mas até gostava." de uma tal "sorte_nula", mais inesperado ainda foi ter conseguido que se escrevesse um artigo num blog há muito parado.
É bom saber que ainda digo alguma coisa de útil, interessante ou, pelo menos, que causa reacção.

É uma boa sensação. E como tal, "eu tinha que vir falar nisto".

quarta-feira, abril 12, 2006

Acordar

A notícia não é recente. Prova disso é que, pelo meio, já estiveram todos de férias e agora lembraram-se de por um aviso na página na rede a dizer que procuram nova vocalista. Isto já aconteceu hà cerca de dois meses, talvez mais! Mas só agora é que acordei e reflecti sobre o assunto... Agora, enquanto ouço o último cd deles, é que cheguei à conclusão que é (quase) impossível continuar sem ela... Nunca recebi nenhum comentário positivo acerca das músicas que ponho no blog. Às vezes, os comentários também não eram negativvos. Não havia comentários, pura e simplesmente. Mas com esta música que tenho agora, já tive comentários espontâneos e TODOS eles positivos! É um facto, eles são uma banda única no mundo! E, se bem que a sua música é fantástica, foi a voz dela que os lançou definitivamente no mundo da música porque nunca se tinha ouvido uma voz daquelas no meio do Metal.
Porra... Vai ser impossível encontrar uma voz parecida com aquela. E mesmo que fosse igual, ia sempre faltar o espírito... Nunca me tinha passado pela cabeça o quão má foi a notícia da sua saída (definitiva). Porque raio as pessoas se chateiam entre si quando já tinham encontrado as chaves que abrem a porta da perfeição? Eu costumo dizer que "a mulher é um animal complicado". Pois, de facto, a minha teoria é um bocado restrita... Acho que tenho que a generalizar e afirmar: "o ser humano é um animal humano".
Eu valho o que valho mas aqui fica a minha homenagem - se é que se pode chamar homenagem a isto - a esta mulher que canta de uma maneira que consegue arrepiar a minha pele... E assim como a mim, tenho a certeza (ABSOLUTA!) que a milhares, se não milhões, de pessoas. Dedico-lhe, assim, algum do meu tempo e espaço digital.

TARJA TURUNEN

P.S.: Eu já os vi ao vivo!!!! Passei o concerto todo arrepiado e não estava frio! Daquelas coisas que não se conseguem descrever por palavras. Só estando lá. Tal e qual como descrever a sensação de ver o Porto dar 3-0 ao Mónaco na final da Liga dos Campeões!!

terça-feira, abril 11, 2006

(sem assunto)

Tanta coisa tem acontecido e incrivelmente não consigo arranjar tema para tratar aqui. Ora, normalmente, nestes casos de que é que se costuma falar? Metereologia! Pois é. Têm estado uns ricos dias, não é? E as previsões apontam para que este estado de tempo se prolongue até Sábado! Mas no Sábado já dão, inclusivamente, trovoada!
Mas agora a sério! Chamando aqui uma teoria do autor da Cultura de Champignons, de que será que os meteorologistas falam quando ficam sem assunto? Será que também falam do tempo? Ou melhor, será que, pois, falam de trabalho? Portanto, enquanto toda a gente usa a meteorologia como "desbloqueador de conversa", os meteorologistas usam o tema "trabalho"?

E pronto. Já consegui dizer qualquer coisa. Afinal não é assim tão difícil! Mas a esta conclusão já tinha eu chegado há muito tempo. Dizer porcaria é tão fácil...

sábado, abril 08, 2006

Aniversários

Ontem uma amiga completou mais uma primavera e eu esqueci-me de a felicitar sabendo perfeitamente do acontecimento... Pior! Á minha beira outra pessoa a felicitava e eu pensei: "Ok, a seguir sou eu a dizer qualquer coisa." E nunca mais me lembrei...
De qualquer forma, espero que ela veja esta coisa dos aniversários da mesma forma que eu (mas duvido sinceramente que o faça, contudo). Para mim é tudo muito simples! Não comemoro o aniversário e o motivo é mais que válido e razoável: qual é a piada de se estar a comemorar o facto de se estar a envelhecer? Mas será que alguém quer mesmo envelhecer? Haverá alguém no mundo cujo objectivo de vida seja envelhecer? É que envelhecer nem sequer pode ser um objectivo de vida ou "sonho de criança", porque é algo que, inevitavelmente, vai acontecer! Portanto, desenganem-se!
Quanto muito, podemos ter motivos para celebrar o aniversário a partir dos 50! Não no sentido de "Iupi! Já tenho 50 anos!" mas sim no de "Iupi! Ainda consegui fazer 50 anos!". É claro que há quem diga que nem sequer nestes casos se devia festejar porque "isto aqui é tão mau que qual é a moral para se fazer uma festa a comemorar o facto de ainda cá estarmos?" (mais opiniões deste género podem ser conhecidas aqui).
Chegando onde interessa: eu sei que o marido dela é frequentador deste local e como tal vai ver que a esta questão até foi dedicado um artigo. Depois de o ler ele vai dizer-lhe: "Ele esqueceu-se mesmo! Não foi de propósito! Porque se sentiu tão mal que até escreveu um artigo no blog!"

Problema resolvido!

quinta-feira, abril 06, 2006

Questão muito pertinente!

Porque será que toda a gente diz que a água não tem sabor? Se se tapar os olhos a uma pessoa, forçá-la a beber água sem lhe dizer, será que ela não identifica o que está a beber? É óbvio que sim! É óbvio que vai saber que está a beber água! E porquê? Pelo sabor!!
Podem continuar a dizer que a água é incolor e não tem cheiro mas, não me digam que não tem sabor! Paladar ela não tem porque o paladar é um dos sentidos e, como tal, só os animais os têm. Mas sabor tem! Por isso, NÃO ME LIXEM!

terça-feira, abril 04, 2006

Finalmente um artigo com piada

Eu gostava muito que este blog fizesse rir as pessoas. Mas eu só consigo ter piada em três ocasiões: quando já tenho algum álcool no sangue, quando estou com sono, ou quando estou com os amigos.
Ora, como sempre que venho escrever alguma coisa aqui, nunca estou numa dessas três ocasiões, nunca escrevo nada com piada e acabo sempre a escrever coisas sérias e que são, em geral, uma seca. Assim, encontrei a solução! Uma vez que consegui patrocínio do YouTube, aproveito e ponho alguma piada no blog! Esta selecção é do melhor!


segunda-feira, abril 03, 2006

Barulho, entre outras coisas...

Na sequência do que escrevi no artigo "Coisas estranhas e gostos requintados" acabei por encontrar uma coisa que reforça a minha posição. Uma das coisas que as pessoas costumam dizer acerca do Metal é que se trata de "barulho". Ora, é um facto que, este estilo é caracterizado por uma frequente mistura de sons que são tocados energicamente. Se calhar, também por razões ligadas com a produção, é dada uma grande relevância à percussão, sobretudo no que toca aos pratos das baterias. Desde logo, o estilo foi apelidado de "heavy metal" quando um jornalista, tendo assistido a um concerto de Led Zeppelin, o consegiu descrever como sendo um constante bater fervoroso de peças metálicas. Portanto, este aspecto de se fazer sobressair a percussão, não é nada mais do que um elemento característico. Tal como o Hip-Hop se caracteriza por ter uma batida simples e um riff de 3 ou 4 notas...
Depois quanto ao aspecto das músicas serem tocadas de forma fervorosa há uma coisa a dizer. Um Aston Martin consegue atingir uma velocidade muito grande! Nas também dá para andar a passear à beira mar a uns 40 km/h. Ou seja, uma guitarra pode ser tocada com um som limpo, mas também pode ser tocada com o som distorcido! Tanto o Angus Young (AC/DC) como o Tim Stewart (guitarrista da Jessica Simpson) usam a mesma guitarra e note-se a diferença dos sons que cada um toca!
Portanto, o Metal é apenas mais um estilo. Nem mais que os outros, mas também, não menos que os outros.
Quanto ao aspecto de se tratar de "barulho". É só ver o video que está em baixo. Reparem nas imagens a preto e branco. Com certeza que as pessoas que fizeram com que elas acontecessem e, consequetemente, fossem gravadas, não ouviam Metal. Quanto às imagens a cores, apenas se trata de uns tipos que gostam de ser diferentes quando estão a tocar as suas músicas. Porque na realidade são como todos nós. Também por isso fiquei fã deste estilo. Porque vi que não é preciso ser maluco no dia-a-dia para se poder ser maluco em cima de um palco. Aliás, a lógica é um bocado a daqueles jogos violentos para as consolas. Estou a falar, por exemplo do Grand Theft Auto (GTA). É óptimo que as pessoas libertem energia. Energia acumulada faz mal. E é bom que o possam fazer sem serem provocados danos colaterais. Ora, se nos faz sentir bem matar personagems digitais, tanto melhor! Se nos faz sentir bem ver pessoas a desfazerem-se em palco em manifestações energéticas, tanto melhor! Se os senhores que provocaram as imagens a preto e branco descarregassem as suas energias num concerto de Metal ou em sua casa a ouvir uma boa "rockalhada", de certeza que não tinham que provocar aquilo cá fora.
Barulho? O que fará mais barulho? As manifestações transmitidas as preto e branco, ou as transmitidas e cores?


Ah! Já agora, trata-se dos DIMMU BORGIR a tocar a Mourning Palace

domingo, abril 02, 2006

O Mundo é pequeno

Depois do célebre episódio que envolvia enfermeiras, então não é que eu fui encontrar em Aveiro aquela mulher que conheci no Porto e que estuda na Guarda? O Mundo é mesmo pequeno!

Mais um artigo oco que, ao menos, tem um jogo de palavras. Outra coisa: uma grande saia (para um homem), é uma saia pequena!

sexta-feira, março 31, 2006

Não podia faltar


Uma coisa que me tinha passado pela cabeça e que depois me esqueci, foi vir por aqui uma foto deste pessoal porreiraço que conheci melhor há algum tempo atrás. É giro como foi preciso fazer tantos quilómetros para se poder aprofundar conhecimentos com determinadas pessoas. Será do ar aqui de Portugal? Bem... Seja como for, o que interessa é que aconteceu! Mais vale tarde que nunca! Mas é pena que tenha sido tão tarde! Se bem que nunca é tarde! (E podia continuar aqui com este jogo de palavras. Mas tenho mais coisas para fazer!)

quarta-feira, março 29, 2006

Mais coisas estranhas

Desta feita, a coisa estranha que vou relatar passou-se esta tarde no bar da FDUP... Estando eu com um grupo de amigos e amigas, abeirou-se de nós uma personagem pitoresca daquelas que à distância se nota que têm algum problema. Na realidade, tratava-se de uma personagem do sexo masculino que aparentava ter alguns problemas psíquicos. Na nossa linguagem (ultra) técnica de jurista, estávamos face a um inimputável.
O curioso do indivíduo é que apenas se dirigiu aos elementos do sexo feminino, perguntanto o que estudavam. Depois de responderem que estudavam Direito, ele entregou uma tira de papel a cada uma e continuou o seu caminho. A tira de papel dizia: "Olá miudas!!" Depois aparecia uma foto dele a preto e branco e seguidamente continuava o texto "Miudas! Criei um site para vocês! Podem o visitar em ...."
Todos ficamos a olhar estranhamente uns para os outros e depois, discretamente, começaram os risos. Como os telemóveis agora são fantásticos e as mulheres muito curiosas - facto que não tem a ver com agora. Isso sempre foi assim - lá fui eu gastar dinheiro para ver do que se tratava...
Conselho: cuidado com os inimputáveis! As medidas de segurança têm mesmo que existir!
Agora fica ao vosso critério imaginar o resto da estória. Basta consultarem olamiudas.no.sapo.pt e já podem fazer uma pequena ideia do que se passou a seguir...

terça-feira, março 28, 2006

Coisas estranhas e gostos requintados

Como aqueles que me conhecem bem sabem, o estilo de música que aprecio provoca reacções estranhas sempre que o refiro. Ora, é mesmo por causa e sobre isso que aqui venho escrever.
Quando alguém gosta de jazz e o afirma, a reacção das outras pessoas - que não gostam de jazz - normalmente é qualquer coisa do género: "Gostas? Eu não!". Quando alguém gosta de house e o afirma, a reacção das outras pessoas - que não gostam de house - normalmente é qualquer coisa do género: "Gostas? Eu não!". Quando alguém gosta de pop e o afirma, a reacção das outras pessoas - que não gostam de pop - normalmente é qualquer coisa do género: "Gostas? Eu não!". Quando alguém gosta de techno e o afirma, a reacção das outras pessoas - que não gostam de techno - normalmente é qualquer coisa do género: "Gostas? Eu não!".Quando alguém gosta de bossa nova e o afirma, a reacção das outras pessoas - que não gostam de bossa nova - normalmente é qualquer coisa do género: "Gostas? Eu não!".

Então porque raio é que, quando eu digo que gosto de metal, as outras pessoas que não apreciam o estilo respondem com um fantástico: "Porra!! Tu gostas disso?!".
O que é que o metal tem - ou não tem - para provocar tal reacção? Se calhar é mesmo por ser um estilo especial, sui generis e, como tal só pessoas especiais o conseguem deixar entrar sem qualquer problema.
Sinceramente, acho que a piada de um estilo musical e de um concreto gosto por uma determinada banda está mesmo aí. Eu arranjo sempre bilhetes para os concertos das bandas de que gosto! E porquê? Porque são bandas com um público restrito, quiçá por fazerem apelo a sentimentos não-standardizados. O que interessa é que não são uns U2 que esgotam os bilhetes nos primeiros 10 minutos de venda dos referidos bilhetes. Bandas que tocam música do mais vulgar que há e, por isso, chegam aos corações de tanta gente.
Sei lá... É mais uma opinião que, como vós sabeis (se têm acompanhado o blog) é como o buraco do cú!

domingo, março 26, 2006

Sagrado e profano

Há cerca de um ano percebi a distinção entre aqueles dois conceitos que pus no título do artigo. Para aqueles que possam não saber bem a diferença, eu vou explicá-la aqui de forma sintética. Basicamente, sagrado é tudo aquilo a que as pessoas dão um grande significado e, no que interessa aqui, estou a referir-me aos aspectos religiosos. Por outro lado, o profano são todas aquelas manifestações exteriores que visam celebrar a religião, v.g., procissões e coisas desse género. Aparentemente há uma confusão entre estas duas coisas, e pelo que percebi, há uma tentativa - creio eu que da parte da Igreja - para distinguir bem as duas coisas. Porque a transformação da crença cristã em meras manifestações exteriores pode conduzir ao esvaziamento de sentido do culto. Ora tudo isto para chegar onde?

Fez ontem um mês que perdi a primeira pessoa com quem tinha uma relação próxima, se bem que ainda não tão próxima quanto isso. E como é tradição religiosa católica, costumam celebrar-se missas pela alma das pessoas ao sétimo dia, bem como a quando da passagem de um mês sobre a data da morte. Já tinha ido ao funeral e missa do sétimo dia mas só ontem é que tomei consciência de uma coisa: a missa está cheia, no meu entender, de elementos de carácter profano! Se bem que se trata de uma celebração feita dentro de portas, e assim não há uma manifestação exterior de nada, dentro dessas mesmas portas assiste-se a uma série de acontecimentos profanos - pelo que eu percebi ser profano.
De notar o seguinte: eu sou católico, não praticante e não nego a minha fé. Portanto, não é um ateu nem agnóstico que está aqui a escrever. E no fundo, crendo que este blog é lido por mais alguém que não os meus amigos, o que eu quero mesmo é ser esclarecido. Não querendo eu dizer que os meus amigos não saibam esclarecer-me...
Voltando à questão. Por exemplo, todos aqueles gestos que se fazem enquanto se dizem determinadas coisas... Depois estavam lá os meus "amigos" escuteiros que fizeram uma série de oferendas a meio da celebração. Ora esse acto de oferenda não cabe no conceito de profano? Mas há mais! A cerca altura toda a gente de deve cumprimentar - geralmente cumprimenta-se quem está ao lado. Independentemente de quem seja. Não é estranho? Outra coisa! A exteriorização de sentimentos feito através de frases feitas que saem mecanicamente das bocas dos fieis! É estranho... Para mim é.Eu identifico-me com o sentimento mas não me consigo identificar com aquela forma de o demonstrar...

Concluindo, se eu disse o maior disparate do mundo, corrijam-me por favor!

sexta-feira, março 24, 2006

Missão cumprida

Depois de ter conseguido cumprir o fantástico objectivo a que me tinha proposto, voltei. Para os mais distraídos, o objectivo era não escrever todos os dias. Ora, consegui não escrever ontem, portanto, objectivo cumprido! Tentando cumprir o segundo objectivo (escrever dia sim, dia não) aqui estou eu! A questão é: depois de ter passado uma agradável semana longe da minha rotina europeia, não há muito que se possa vir aqui dizer... Além disso já nem sequer sofro daquele problema que era "a pior invenção do mundo"... Portanto, estou mesmo sem assunto... Bem... Até Domingo!

quarta-feira, março 22, 2006

Princípio do fim?

Para mim uma das coisas que fazia parte do conceito de blog era todos os dias aparecer qualquer coisa de novo por aqui. Tirando a minha estadia do outro lado do mundo, vinha vindo cumprindo o meu objectivo e escrevendo todos os dias qualquer coisa, ainda que muito oca. Ora, ao vir aqui escrever isto, volto a sentir o dever cumprido mas, isto vai ter que mudar. É que, sempre que me mentalizo que vou para a secretária estudar um bocadito, acabo por olhar para o computador e, em vez de pegar no caderno/sebenta, pego no teclado. Assim, venho aqui fixar que, creio que vou passar a escrever coisas de dois em dois dias. Este é o meu último semestre de aulas e assim quero que, de facto, o seja. Todavia, não há regra sem excepção. Portanto, isto não quer dizer que eu não escreva todos os dias, ou até, mais do que uma vez por dia. Só que, vou tentar dedicar-me àquilo que devo. Peço-vos pois, que se continuarem a ver artigos fresquinhos todos os dias me avisem: " Vai estudar!".

Como eu dizia, "Espero sinceramente que consiga manter isto de pé e arranje tempo para escrever coisas aqui...". Mas com esta mudança de estratégia, parece-me que se aproxima o princípio do fim...

terça-feira, março 21, 2006

A pior invenção do mundo

Já desde há algum tempo que me vinha apercebendo que o Homem inventou a pior arma de destruição há milhares de anos. Desde que a espécie existe que esta arma existe. E lembram-se agora de programas contra a proliferação de armas nucleares... Caros senhores essas não são, de facto, as piores armas... Depois vieram com a preocupação no que toca a armas biológicas. Na realidade a primordial arma de destruição a que me refiro é, em parte parecida na forma de actuação com as referidas armas biológicas, mas actua os seus danos são, de longe, mais insuportáveis. Nas armas biológicas temos agentes físicos externos que, por serem externos, não deviam estar dentro de nós a fazer asneiras. Ora a misteriosa arma ataca também de dentro para fora mas nenhum elemento externo é, indevidamente, introduzido no nosso organismo. Em casos raros, os agentes biológicos podem deparar-se com mecanismos de defesa internos que, cumprindo o seu dever, fazem terminar por ali o potencial ataque. Pois... Mas não há anti-corpos - pelo menos, que eu ou a ciência conheça - para combater esta arma.
Como se pode concluir, a pior invenção do mundo tinha que ser uma arma. Mas o que mais me perturba é o facto de, sendo já uma coisa com tantos anos, não tenha ainda surgido uma forma de combater. Será que as mentes brilhantes, aqueles que têm capacidade intelectual suficiente para resolver estes problemas, nunca foram alvo dela e como tal nunca sentiram necessidade de desenvolver um método de protecção? Não deve ser por aí... Qualquer um está vulnerável a ela! E esta é uma verdade absoluta!

Quem terá inventado o amor...

segunda-feira, março 20, 2006

Mudando de assunto (ou não)

AVISO: tendo em conta o tempo que poderão perder a ler este texto, devo avisá-los - sobretudo aos que não me conhecem ou que não andam comigo na faculdade - que este artigo é uma absoluta perda de tempo. Aos outros, façam o que vos apetecer!

Depois de pensar um bocado, cheguei à conclusão de que era demasiado previsível vir aqui escrever qualquer coisa acerca da viagem de finalistas que eu e os meus amigos - e novos amigos - fizemos. Essas coisas, são difíceis de se traduzirem em palavras e, portanto, mais vale não dizer nada do que dizer muita coisa insuficiente e medíocre. Uma única coisa posso dizer porque é, sem mais, completa: o meu objectivo da viagem foi cumprido! Eu achava que um evento deste género era a melhor forma de se conhecer as pessoas com quem há muitos anos se convivia de perto mas de quem se estava, de facto, longe. É verdade! Conheci, de facto, muitas pessoas de uma forma mais próxima e, sobretudo, com todas tive agradáveis surpresas! Todas as pessoas da nossa faculdade são fantásticas! Se ao menos eu soubesse isso desde início e tivesse desde logo perdido - ou melhor, dispendido - mais tempo com elas todas... Uma de cada vez.
Mas, como sugere o título do artigo, mudando de assunto...

Como estes artigos são escritos na hora, acabei agora de alterar o título do mesmo acrescentando "(ou não)". PORRA!! É inevitável falar desta viagem! Foi só levantar um bocado do véu e agora não consigo parar de pensar em mais nada a não ser na viagem! AVISO: este artigo vai ser óptimo e terrível para as várias pessoas que o lerem: óptimo para os que foram recordarem e para os que não foram saberem um bocado do que se passou; terrível para os que não foram, porque vão arrepender-se até ao fim das vossas vidas!

LA HABANA!
Na chegada a minha desorientação bateu um fantástico recorde de uns seguros, 300%. Nunca me senti tão desorientado na vida! O primeiro factor deveu-se à redução da minha capacidade auditiva para cerca de 75%. Passo a explicar. Tendo toda a gente 100% de capacidade auditiva (50% num ouvido e 50% noutro), se a capacidade do ouvido, no caso, direito, reduz para metade, fica-se com 75%. Pois foi isso que me aconteceu. E porquê? Porque a quando da descida do avião eu estava demasiado enjoado para abrir a boca e ajudar na descompressão da cavidade auricular. Sempre que tentava abrir a boca, dava-me vontade de regurgitar. Felizmente o ouvido esquerdo não necessitou desse exercício para descomprimir. De salientar que o enjoo nada teve a ver com aquele ter sido o meu vôo inaugural. Teve, sim, tudo a ver com a excitação!
Outro factor que me desorientou foi o facto de termos entrado no avião com 11 graus, em Madrid e, ao abrirem as portas em La Habana, encararmos com uns fantásticos 27 graus à sombra!
Por último, a desorientação foi insuportável quando olhei e me vi em Cuba... Era ver aquilo que eu imaginava que seria. Sem qualquer surpresa. Todavia, ver-me lá! Não vi nada diferente daquilo que estava à espera de ver mas, nunca me imaginei a ver aquilo "ao vivo"! É uma sensação indescritível, para aqueles a quem estas coisas tocam lá no fundo. Eu sou desses. Para bem ou para mal, sou desses.
Dado que a passagem pela capital ia ser rápida, não começou ainda o fenómeno de aproximação das pessoas. Lá tudo se baseou em andar a correr de uma lado para outro a conhecer aquela cidade estranha em que (quase) tudo se resume a uma coisa: “Tudo certo, vocês têm aqui umas construções bonitas! Mas já ouviram falar em obras? Contrato de empreitada diz-vos alguma coisa? É que as coisas não duram para sempre, sabem? De quando em vez é preciso fazer alguma coisa pelas coisas!” Sobretudo gostei do caso concreto dos esgotos. Um esgoto ao fim de uns anos entope. Tudo normal até aqui. Depois de entupir começa a transbordar por um qualquer lado, como por exemplo pelas tampas de saneamento nos passeios. Tudo normal até aqui também. Ora é nesta altura em que entram determinadas pessoas para resolver o problema! Normalmente... Pelo menos em todos os outros sítios em que já estive – ainda que não tenham sido assim tantos. Ora em Cuba, ou pelo menos em La Habana, têm uma forma muito própria de olhar para os problemas: não se faz nada! O problema é posto da seguinte forma:
“ - O esgoto entupiu!
- É normal!
- Ninguém fez nada!
- Está a começar a sair pela tampa do saneamento!
- É normal!
- Ninguém fez nada!
- Está a cheirar mal porque já anda por cima dos passeios!
- É normal!
- Ninguém fez nada!
- Certo!
- Próximo problema!” E lá vão vivendo!
Para além disto, como já referi, a visita à capital baseou-se em conhecer as coisas que se devem conhecer: edifícios, locais, estátuas, monumentos, etc.
Á noite... Digamos que La Habana é um bordel! Não há como eufemizar isto! É a verdade tal e qual. Encontra-se proxenetas e prostitutas aos molhos! Tendo em conta que este negócio se dirige sobretudo a turistas, optámos por, na segunda noite, ir a um local frequentado só por cubanos. Tudo bem, tirando a forma como eles olhavam para nós do género: “o que raio estão estes gajos aqui a fazer?!?!”
De resto mais nada há a dizer. Os pormenores ficam só para quem foi.

VARADERO!
Tudo começa com uma viagem de duas horas entre a capital e esta estância turística. Foi uma boa ideia, de quem organizou a viagem, escolher dois sítios a visitar. Primeiro, porque permitiu conhecer coisas que devem ser conhecidas. Segundo, porque também permitiu conhecer um local de descanso - ainda que apenas teórico – e com praias - e sobretudo por isso - que não se vêem aqui nas terras do velho continente. De qualquer forma, porque não havia, basicamente, nada que fazer, foi a altura ideal em que toda gente, inevitavelmente, começou a conhecer-se melhor.
Não sei se toda a gente sentiu as coisas da mesma forma como eu, mas é um facto que vi muita gente a conversar com muitas gente que habitualmente não via na faculdade. De qualquer forma, não sei se o intuito era o mesmo que o meu, ou se ficava pelas meras conversas de ocasião. Mas parece-me que não. Isto porque vi alguns abraços... E abraços, no meu ponto de vista, não se dão a qualquer pessoa. Portanto, houve muitas coisas que floresceram por ali! Ainda bem! Todavia, tenho que fazer a ressalva desta minha interpretação... Porque também lá aprendi que não sou dos melhores interpretadores de sinais. Mas isto são contas de outro rosário!
O dia-a-dia? Levantar. Desayuno. Playa. Piscina. Cena. Fun Club.
Na antevéspera da nossa saída, a maior parte do pessoal foi dar um passeiozito de Catamaran até uma ilhota – Cayo Blanco. Não há grande coisa que dizer acerca disto. Barco, água, corais, ilha linda, regresso. O normal por aquelas terras.
Nessa noite de salientar uma coisa. Aliás, várias! A primeira bronca por causa de umas fotos. Conversas sérias. Caras sérias. Assuntos sérios. Consequências de um melhor conhecimento das outras pessoas. Coisas humanas, no fundo, que não podiam faltar. Mas que, felizmente ou não, não deixaram marcas para o dia seguinte e ainda hoje quando voltámos a estar juntos, pude confirmar que está tudo bem. Fantásticas as pessoas com quem convivemos e que melhor conhecemos naquela semana...

Assim vale a pena viajar! Daí que, sem mostrar insensibilidade para aqueles que deixei cá, possa afirmar com toda a certeza que naquela semana não tive qualquer saudade dos que ficaram na Europa. Aquela semana serviu, pelo contrário, para ficar com saudades daqueles com quem estive lá. Criou-se o hábito de estar (quase) 24 horas com determinadas pessoas. E deixar de estar tanto tempo com elas, torna-se difícil... Mas isto vai acabar por passar. Aliás, tem que passar! Porque aquilo não é a vida normal. A vida normal é esta fantástica vida rotineira que nos vai acompanhar até morrer!
Assim, acho que a seguinte afirmação mostra a minha opinião geral acerca da viagem, e serve, pois, de conclusão: com as mesmas pessoas (ou mais algumas que fizeram a sua falta) arrancava neste preciso momento de novo para Cuba ou qualquer outra parte do Mundo independentemente do cansaço físico e intelectual que estou a sentir! Boa gente aquela da FDUP! Sou um gajo de sorte! Aterrei no aeroporto certo.
Algumas coisas que tinha pensado acabaram por ficar por dizer, mas sabem como é, a idade vai passando...

Pois é... Pelos vistos sou demasiado previsível e continuo a ir contra a minha ideia do blog! Genial!

domingo, março 19, 2006

Viagem de finalistas

Assim como quando cheguei a La Habana, também agora estou um bocado desorientado... Porque nunca tinha lidado com tantos sentimentos juntos e de uma só vez. Assim, ainda que esteja doido de vontade de por aqui deixar qualquer coisa, não consigo... Ainda não. Mas há-de aparecer qualquer coisa. Para já fica só este texto miserável para os que o lerem perceberem a minha desorientação!