No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Direito e Política dos Solos".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
Esclarecimento: O título do blog nada tem que ver com nada. Apenas foi uma daquelas frases bonitas que muita gente usa de forma a que as outras pessoas pensem que está qualquer coisa por detrás daquilo. Mas neste caso NÃO PROCUREM! Porque não está NADA por trás! Espero sinceramente que consiga manter isto de pé e arranje tempo para escrever coisas aqui...
domingo, junho 27, 2010
sábado, junho 26, 2010
segunda-feira, junho 21, 2010
O Programa Polis
No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Reabilitação Urbana e Tutela dos Centros Históricos".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
sexta-feira, junho 18, 2010
ASSUMiTunes
Eu sei que não parece Folk Metal, mas acreditem que estes senhores tocam do melhor que já ouvi!
OBTEST!!!
OBTEST!!!
terça-feira, junho 15, 2010
Os Serviços Públicos e a Cooperação Estado/Autarquias para a sua satisfação
No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Serviços Públicos Locais".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
quinta-feira, junho 10, 2010
ASSUMiTunes
Devido ao meu blackout de redes sociais e afins, a rubrica ASSUMiTunes ficou parada. Mas arranca hoje novamente!
Bom fim-de-semana prolongado para todos. Levem estes senhores no vosso carro e, certamente, chegarão mais cedo ao destino;)
ARTAS!!!
Bom fim-de-semana prolongado para todos. Levem estes senhores no vosso carro e, certamente, chegarão mais cedo ao destino;)
ARTAS!!!
quarta-feira, junho 09, 2010
O Acórdão n.º 711/2006 do Tribunal Constitucional
No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Finanças Locais".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
sábado, maio 01, 2010
ASSUMiTunes
É por causa de músicas destas que nunca deixarei de gostar de Metal.
DEAD SHAPE FIGURE!!!
DEAD SHAPE FIGURE!!!
domingo, abril 25, 2010
sábado, abril 17, 2010
ASSUMiTunes
Porque um fã de Black Metal também tem coração (caso contrário, não conseguiria sobreviver porque é o sangue que bombeia o sangue e tal...;)), aqui fica um bocadito de Glam Rock.
GIANT!!!
GIANT!!!
sábado, abril 10, 2010
ASSUMiTunes
Claro que gostando eu de outra coisa que não Metal, tinha que continuar a ser suficientemente alternativa para os meus tímpanos gostarem: Trance.
Mas claro que Trance ainda é pouco alternativo. Então tinha que ser um sub-género: Trance Psicadélico ou como os verdadeiros conhecedores lhe chamam: Psytrance.
Mas há uma justificação para este meu gosto. É que, se repararem bem, o Black Metal se fosse totalmente tocado num computador iria soar a isto muito provavelmente:)
É a primeira vez que ponho aqui algo que não é Metal... Portanto, parece-me que estou a gostar cada vez mais de Trance. Falta saber se isso é bom ou mau.
FREEZE!!!
(aparentemente o Blogger deixou de permitir a colocação de músicas nos blogues... Portanto, se não ouvirem nada, fica a sugestão apenas...)
Mas claro que Trance ainda é pouco alternativo. Então tinha que ser um sub-género: Trance Psicadélico ou como os verdadeiros conhecedores lhe chamam: Psytrance.
Mas há uma justificação para este meu gosto. É que, se repararem bem, o Black Metal se fosse totalmente tocado num computador iria soar a isto muito provavelmente:)
É a primeira vez que ponho aqui algo que não é Metal... Portanto, parece-me que estou a gostar cada vez mais de Trance. Falta saber se isso é bom ou mau.
FREEZE!!!
(aparentemente o Blogger deixou de permitir a colocação de músicas nos blogues... Portanto, se não ouvirem nada, fica a sugestão apenas...)
sábado, abril 03, 2010
ASSUMiTunes
Esta é a asquerosa, mas paradigmática, voz do Thrash Metal. O tema da música é também paradigmático deste estilo e os riffs são também paradigmaticamente geniais.
DIAMOND PLATE!!!
Últimas 40 tocadas:
DIAMOND PLATE!!!
Últimas 40 tocadas:
sexta-feira, março 26, 2010
ASSUMiTunes
Esta música é, na minha opinião, indicadíssima para o momento do corte do bolo no casamento de um metaleiro;)
Mas há quem ainda tenha algumas dúvidas:)
BLACKMORE'S NIGHT!!!
"Here in the spotlight this moment is ours
No one can stop us, we’re one with the stars
I feel the waves begin to rise
Far across the ocean deep within your eyes
Silently watching as they fall
I can see the future locked within the crystal ball
Strike up the lightening, hear my prayer
Feel the light electric dancing through the air
Here by the ancient castle wall
Can you see the future locked within the crystal ball
Here in the spotlight this moment is ours
No one can stop us, we’re one with the stars
Quiet by nature, standing tall
Old stone circles, they have seen it all
Caught like a ghost in yesterday, shadows down the hall
Are locked within the crystal ball
Fire and water, earth and sky
Mysteries surround us, legends never die
They live for the moment, lost in time, I can hear them call
They’re locked within the crystal ball
I feel the waves begin to rise
Far across the ocean deep within your eyes
Silently watching as they fall
I can see the future locked within the crystal ball"
Últimas 40 ouvidas:
Mas há quem ainda tenha algumas dúvidas:)
BLACKMORE'S NIGHT!!!
"Here in the spotlight this moment is ours
No one can stop us, we’re one with the stars
I feel the waves begin to rise
Far across the ocean deep within your eyes
Silently watching as they fall
I can see the future locked within the crystal ball
Strike up the lightening, hear my prayer
Feel the light electric dancing through the air
Here by the ancient castle wall
Can you see the future locked within the crystal ball
Here in the spotlight this moment is ours
No one can stop us, we’re one with the stars
Quiet by nature, standing tall
Old stone circles, they have seen it all
Caught like a ghost in yesterday, shadows down the hall
Are locked within the crystal ball
Fire and water, earth and sky
Mysteries surround us, legends never die
They live for the moment, lost in time, I can hear them call
They’re locked within the crystal ball
I feel the waves begin to rise
Far across the ocean deep within your eyes
Silently watching as they fall
I can see the future locked within the crystal ball"
Últimas 40 ouvidas:
domingo, março 21, 2010
ASSUMiTunes
É por causa de bandas como estas que é impossível não gostar de Death Metal Sueco. (Só não percebo é como são classificados por toda a gente como Góticos quando me soam iguaizinhos a INSOMNIUM...)
DARK THE SUNS!!!
"Those nightly whispers
I hear the rain again,
this world is sleeping
From darkness comes forever beauty
Awake all alone
memories are lost
like tears in the rain
My shattered soul has fallen down
When night is turning to the dawn
I don't want to be alone
my blackened faith is broken
I watch reflections of my life
Like a ghost I am
I stare into the darkess
my thoughts are fateful
they break me down and make me see the dark
Waiting for a dream
Those ghosts come again
in darkness and the rain
my shattered soul has fallen down again"
Introduzo uma alteração neste artigos. Coloco, a partir de agora, a lista das 40 últimas músicas por mim ouvidas ao invés das 40 mais tocadas. Assim, isto torna-se menos monótono;)
DARK THE SUNS!!!
"Those nightly whispers
I hear the rain again,
this world is sleeping
From darkness comes forever beauty
Awake all alone
memories are lost
like tears in the rain
My shattered soul has fallen down
When night is turning to the dawn
I don't want to be alone
my blackened faith is broken
I watch reflections of my life
Like a ghost I am
I stare into the darkess
my thoughts are fateful
they break me down and make me see the dark
Waiting for a dream
Those ghosts come again
in darkness and the rain
my shattered soul has fallen down again"
Introduzo uma alteração neste artigos. Coloco, a partir de agora, a lista das 40 últimas músicas por mim ouvidas ao invés das 40 mais tocadas. Assim, isto torna-se menos monótono;)
terça-feira, março 16, 2010
O Turco, o Judeu e o Tuga
Um Turco tinha a fama de não pagar a ninguém e estava a dever dinheiro a um Judeu que tinha a fama de receber de todos os devedores.
O Turco estava sempre a fugir do Judeu até um dia em que se encontraram no bar do Manoel.
Não vendo saída, o Turco gritou:
- Só te pago no inferno!
Dito isso deu um tiro na cabeça.
O Judeu pegou a arma e gritou:
- Eu apanho-te no inferno!
E deu um tiro na cabeça também.
O Português vendo aquilo, gritou:
- Não perco esta discussão por nada!
E deu um tiro na cabeça.
O Turco estava sempre a fugir do Judeu até um dia em que se encontraram no bar do Manoel.
Não vendo saída, o Turco gritou:
- Só te pago no inferno!
Dito isso deu um tiro na cabeça.
O Judeu pegou a arma e gritou:
- Eu apanho-te no inferno!
E deu um tiro na cabeça também.
O Português vendo aquilo, gritou:
- Não perco esta discussão por nada!
E deu um tiro na cabeça.
Mudança de imagem
Em tributo ao meu querido país, mudo a imagem do blog. Mas, tal como em Portugal, é só fachada. O conteúdo mantém-se igual. É mesmo apenas, e só, a imagem que muda.
sábado, março 13, 2010
ASSUMiTunes
Pois é. Quem diria que estes alemães foram capazes de compor uma obra-prima destas antes de se transformarem no que são agora...
SCORPIONS!!!
"Dark Night!
There is no light
In the realm of the black magic man
Souls Flight
Into the cold blight
Of the destroyers magic land
Poor Man!
Those spirits are stronger
There the one's who will reign
Your strugglings are in vain
Blind Man!
You're sucking your own blood
Soon black magics dying
You'd better start crying
Aaah Aaah Aaah Aaah Ah
Blind Man!
You're sucking your own blood
Soon black magics dying
You'd better start crying
Aaah Aaah Aaah Aaah Ah
Burn out
Your evil desire
The Dark Angel's Kingdom
Is built out of mire
Burn out
Your evil desire
The Dark Angel's Kingdom
Is built out of mire
Keep Out!
For the kingdom of light
There is no darkness
And there is no night"
Ora e aqui ficam as 40 mais tocadas até esta semana:
SCORPIONS!!!
"Dark Night!
There is no light
In the realm of the black magic man
Souls Flight
Into the cold blight
Of the destroyers magic land
Poor Man!
Those spirits are stronger
There the one's who will reign
Your strugglings are in vain
Blind Man!
You're sucking your own blood
Soon black magics dying
You'd better start crying
Aaah Aaah Aaah Aaah Ah
Blind Man!
You're sucking your own blood
Soon black magics dying
You'd better start crying
Aaah Aaah Aaah Aaah Ah
Burn out
Your evil desire
The Dark Angel's Kingdom
Is built out of mire
Burn out
Your evil desire
The Dark Angel's Kingdom
Is built out of mire
Keep Out!
For the kingdom of light
There is no darkness
And there is no night"
Ora e aqui ficam as 40 mais tocadas até esta semana:
sexta-feira, março 05, 2010
ASSUMiTunes
Fascinam-me 'one-man-band's. Aqui fica uma. Black Metal Pagão feito na Confederação Helvética.
Muito bom, claro.
ORIZEN!!!
P.S.: Retomo a colocação aqui da minha lista das 40 músicas mais tocada no iTunes. Colocarei-a sempre, com essa referência, no final do artigo.
Muito bom, claro.
ORIZEN!!!
P.S.: Retomo a colocação aqui da minha lista das 40 músicas mais tocada no iTunes. Colocarei-a sempre, com essa referência, no final do artigo.
segunda-feira, março 01, 2010
O homem e a Mulher
Há já muito tempo que queria fazer uma coisa destas. O homem e a mulher são seres totalmente distintos. E, no entanto, conseguem viver juntos com todas as suas diferenças.
Queria escrever aqui um diálogo entre um homem e uma mulher sem se identificar quem é quem, mas que o leitor conseguisse identificar pelo teor da conversa e pelas afirmações feitas por cada um dos intervenientes.
No conforto de uns endredons e com um iPhone, acabou de ser possível escrever o diálogo que se segue. A quem se der ao trabalho de o ler, apenas peço que, no final, comente dizendo de quem é a última fala, no seu entender. Se do homem, se da mulher.
O homem e a mulher falaram alternadamente.
- Ora então muito boa noite! Como vai?
- Boa noite! Muito bem! E vossa excelência?
- Aqui tudo bem também. Gostei muito do dia de ontem, sabe? Estar com a família de V. Ex.a é sempre um bom plano para o fim-de-semana. Para quando um novo plano semelhante?
- É claro que sei, é boa gente. O novo plano será para quando não houver tanto sono.
- Está com sono? A esta hora? Normalmente deita-se mais tarde e agora já está com sono?
- Eu trabalho! E além disso não disse que estava com sono.
- Não? Mas disse isso mesmo agora!
- Não, não disse. O que eu disse é que na altura do último plano estava com sono. E se não estivesse, teria aproveitado melhor.
- Ah! Ok! Confusão minha, então... Peço desculpa.
- Tenho que lhe explicar tudo...
- Sabe que eu não posso ser sempre um espectáculo! E no final do dia uma pessoa está cansada. Além disso, hoje foi um dia diferente para mim. Fiz algo que me fez sair da rotina: fui às compras...
- Desculpas... Eu, por exemplo, sou sempre um espectáculo! Faça o que fizer.
- Pois... Não podemos ser todos iguais, não é? E ainda bem que num casal há sempre uma força como V. Ex.a. Para compensar a minha falta de força.
- Tem toda a razão, certamente. Eu, por exemplo, rezo todos os dias para que o meu filho saia a mim.
- E eu não me importo nada com isso. Acho que os filhos devem ter o melhor dos dois. Eu também rezo para que, em beleza, saia a V. Ex.a.
- Que lindo... O que é que V. Ex.a quer com esse elogio? É claro que sei que possuo uma beleza extraordinária, que ilumina os céus!
- O que eu quero? Nada. Ou melhor, nada mais. Já tenho tudo o que quero de si. O que ainda falta é só para 'cumprir calendário'.
- Pois... Vá-se fiando nisso... Mas pode acreditar que sim.
- Eu logo vi...
- Viu o quê?
- Que se fez de forte mas afinal sabe que é inevitável.
- Pois. Pode viver enganado! Estou a brincar com V. Ex.a. É claro que quero casar!
- Eu logo vi...
- Pode acreditar que sim.
- Acho que estamos a ficar sem conversa, não é verdade?...
- Estou com sono... Vamos dormir... Eu trabalho muito...
- Ok... Vamos lá dormir. Mas V. Ex.a só trabalha muito porque quer. Aliás, até desconfio que gosta mais de dinheiro do que de mim... Porque passa mais tempo a trabalhar do que comigo...
- Estou a trabalhar para ganhar muito dinheiro, para ter uma casa bonita e viver feliz para sempre com V. Ex.a.
- Então tudo bem. Satisfaz-me essa resposta. Vamos lá parar com isto e descansar um bocado?
- 'Satisfaz-me essa resposta'? O que quer V. Ex.a dizer com isso?
- Quero dizer que o facto de me trocar pelo trabalho, com o objectivo de construir uma vida feliz, é algo que faz com que não me importe de passar menos horas com V. Ex.a. Mais tarde, compensaremos essas horas a menos!
- Ah! Ok. Fico contente com a sua compreensão. Também mau era! É em prol dos dois! Vamos dormir?...
- Vamos. Beijo.
- Beijo grande.
- Beijo grande também para si.
Queria escrever aqui um diálogo entre um homem e uma mulher sem se identificar quem é quem, mas que o leitor conseguisse identificar pelo teor da conversa e pelas afirmações feitas por cada um dos intervenientes.
No conforto de uns endredons e com um iPhone, acabou de ser possível escrever o diálogo que se segue. A quem se der ao trabalho de o ler, apenas peço que, no final, comente dizendo de quem é a última fala, no seu entender. Se do homem, se da mulher.
O homem e a mulher falaram alternadamente.
- Ora então muito boa noite! Como vai?
- Boa noite! Muito bem! E vossa excelência?
- Aqui tudo bem também. Gostei muito do dia de ontem, sabe? Estar com a família de V. Ex.a é sempre um bom plano para o fim-de-semana. Para quando um novo plano semelhante?
- É claro que sei, é boa gente. O novo plano será para quando não houver tanto sono.
- Está com sono? A esta hora? Normalmente deita-se mais tarde e agora já está com sono?
- Eu trabalho! E além disso não disse que estava com sono.
- Não? Mas disse isso mesmo agora!
- Não, não disse. O que eu disse é que na altura do último plano estava com sono. E se não estivesse, teria aproveitado melhor.
- Ah! Ok! Confusão minha, então... Peço desculpa.
- Tenho que lhe explicar tudo...
- Sabe que eu não posso ser sempre um espectáculo! E no final do dia uma pessoa está cansada. Além disso, hoje foi um dia diferente para mim. Fiz algo que me fez sair da rotina: fui às compras...
- Desculpas... Eu, por exemplo, sou sempre um espectáculo! Faça o que fizer.
- Pois... Não podemos ser todos iguais, não é? E ainda bem que num casal há sempre uma força como V. Ex.a. Para compensar a minha falta de força.
- Tem toda a razão, certamente. Eu, por exemplo, rezo todos os dias para que o meu filho saia a mim.
- E eu não me importo nada com isso. Acho que os filhos devem ter o melhor dos dois. Eu também rezo para que, em beleza, saia a V. Ex.a.
- Que lindo... O que é que V. Ex.a quer com esse elogio? É claro que sei que possuo uma beleza extraordinária, que ilumina os céus!
- O que eu quero? Nada. Ou melhor, nada mais. Já tenho tudo o que quero de si. O que ainda falta é só para 'cumprir calendário'.
- Pois... Vá-se fiando nisso... Mas pode acreditar que sim.
- Eu logo vi...
- Viu o quê?
- Que se fez de forte mas afinal sabe que é inevitável.
- Pois. Pode viver enganado! Estou a brincar com V. Ex.a. É claro que quero casar!
- Eu logo vi...
- Pode acreditar que sim.
- Acho que estamos a ficar sem conversa, não é verdade?...
- Estou com sono... Vamos dormir... Eu trabalho muito...
- Ok... Vamos lá dormir. Mas V. Ex.a só trabalha muito porque quer. Aliás, até desconfio que gosta mais de dinheiro do que de mim... Porque passa mais tempo a trabalhar do que comigo...
- Estou a trabalhar para ganhar muito dinheiro, para ter uma casa bonita e viver feliz para sempre com V. Ex.a.
- Então tudo bem. Satisfaz-me essa resposta. Vamos lá parar com isto e descansar um bocado?
- 'Satisfaz-me essa resposta'? O que quer V. Ex.a dizer com isso?
- Quero dizer que o facto de me trocar pelo trabalho, com o objectivo de construir uma vida feliz, é algo que faz com que não me importe de passar menos horas com V. Ex.a. Mais tarde, compensaremos essas horas a menos!
- Ah! Ok. Fico contente com a sua compreensão. Também mau era! É em prol dos dois! Vamos dormir?...
- Vamos. Beijo.
- Beijo grande.
- Beijo grande também para si.
sábado, fevereiro 27, 2010
O fim social da propriedade
No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Planificação Urbanística".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
ASSUMiTunes
O paradigma de
ENSLAVED!!! \m/
"Dei for ifra nord
Mot ei anna tid
Bak låg brende ord
Framfor dei ei ny strid
Dei såg såg stormar i det fjerne
Men haldt fram og beint
Inn mot jordas kjerne
Frå tidleg mot seint"
I see a darkness overwhelming
I see that there is no light for me
I don't care if it leaves me blind
I don't care if I'm left behind
I see a white horse's head
I see it's dead stare fixed at me
I do not fear its eyes
Curse myself, return it twice
I see walls to high to climb
I see nothing on the other side
I should have roamed another space
I should have been another place
*"Dei daue gror opp av havet og ropar så sårt mot land.
Dei ropar bak alle skuter, som kavar seg tungt forbi"
I am among ghosts when I should rest
I cannot tell the worlds apart
I do not heed the words they say
There is no dream of another day
I hear a silence, deafening
Drowning the deserts, that is my destiny
I no longer wish to see
The threads they've spun for me.
"Dei for ifra nord
Mot ei anna tid
Bak låg brende ord
Framfor dei ei ny strid
Dei såg såg stormar i det fjerne
Men haldt fram og beint
Inn mot jordas kjerne
Frå tidleg mot seint"
ENSLAVED!!! \m/
"Dei for ifra nord
Mot ei anna tid
Bak låg brende ord
Framfor dei ei ny strid
Dei såg såg stormar i det fjerne
Men haldt fram og beint
Inn mot jordas kjerne
Frå tidleg mot seint"
I see a darkness overwhelming
I see that there is no light for me
I don't care if it leaves me blind
I don't care if I'm left behind
I see a white horse's head
I see it's dead stare fixed at me
I do not fear its eyes
Curse myself, return it twice
I see walls to high to climb
I see nothing on the other side
I should have roamed another space
I should have been another place
*"Dei daue gror opp av havet og ropar så sårt mot land.
Dei ropar bak alle skuter, som kavar seg tungt forbi"
I am among ghosts when I should rest
I cannot tell the worlds apart
I do not heed the words they say
There is no dream of another day
I hear a silence, deafening
Drowning the deserts, that is my destiny
I no longer wish to see
The threads they've spun for me.
"Dei for ifra nord
Mot ei anna tid
Bak låg brende ord
Framfor dei ei ny strid
Dei såg såg stormar i det fjerne
Men haldt fram og beint
Inn mot jordas kjerne
Frå tidleg mot seint"
sábado, fevereiro 20, 2010
O município
No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Direito Institucional das Autarquias Locais".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui. Podem encontrá-lo clicando aqui. Espero que seja útil.
ASSUMiTunes
Mais Black Metal (claro).
Desta vez do país do Black Metal: a Noruega!
Muito bom, caso contrário não os poria aqui.
COR SCORPII !!!
"In between the shadows
Dormant in the cold
Lies hatred everafter
Just waiting to unfold
Drifting void
All dignity bereft
Empathy dead
All the dark cravings are suppressed
Thoughts
Of retribution
Instincts concealed
Charred remains of decay forlorn
Filled to the point
Of agony and pain
A submissive mind
By hatred gone insane
Feel the spirit of the darkened soul
Black as midnight on a moonless night
Feel the rebirth of the animal
Wise men guided by the moral light
Feel the power of the anger freed
Now unleashed through a primal scream
Feel the pain from these jagged teeth
The embodiment of a violent dream
Transcendental journey
Of bestial devastation
Transcendental journey of the damned"
Desta vez do país do Black Metal: a Noruega!
Muito bom, caso contrário não os poria aqui.
COR SCORPII !!!
"In between the shadows
Dormant in the cold
Lies hatred everafter
Just waiting to unfold
Drifting void
All dignity bereft
Empathy dead
All the dark cravings are suppressed
Thoughts
Of retribution
Instincts concealed
Charred remains of decay forlorn
Filled to the point
Of agony and pain
A submissive mind
By hatred gone insane
Feel the spirit of the darkened soul
Black as midnight on a moonless night
Feel the rebirth of the animal
Wise men guided by the moral light
Feel the power of the anger freed
Now unleashed through a primal scream
Feel the pain from these jagged teeth
The embodiment of a violent dream
Transcendental journey
Of bestial devastation
Transcendental journey of the damned"
sábado, fevereiro 13, 2010
ASSUMiTunes
Ora, estes senhores estão para a Suécia como os MOONSPELL estão para Portugal. São os artistas daquele país que mais vendem no Mundo todo.
Eu estava algures à frente deles quando isto começou:)
AMON AMARTH!!!
"The warming sun returns again
And melts away the snow
The sea is freed from icy chains
Winter is letting go
Standing on the ocean side
We can hear the waves
Calling us out with tide
To sail into our fate
Oden! Guide our ships
Our axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war
Our ships await us by the shore
Time has come to leave
Our country, family and homes
For riches in the east
Some of us won't return
But that won't bring us down
Our fate is written in the web
Woven by the Norns
A ram is sacrificed
Across the longship's bow
And as we set our sails
A strong breeze starts to blow
It carries us out to sea
With hope of fame and pride
And glorious all will be
That with sword in hand will die
Oden! Guide our ships
Our Axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war
Oden! Guide our ships
Our axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war"
Eu estava algures à frente deles quando isto começou:)
AMON AMARTH!!!
"The warming sun returns again
And melts away the snow
The sea is freed from icy chains
Winter is letting go
Standing on the ocean side
We can hear the waves
Calling us out with tide
To sail into our fate
Oden! Guide our ships
Our axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war
Our ships await us by the shore
Time has come to leave
Our country, family and homes
For riches in the east
Some of us won't return
But that won't bring us down
Our fate is written in the web
Woven by the Norns
A ram is sacrificed
Across the longship's bow
And as we set our sails
A strong breeze starts to blow
It carries us out to sea
With hope of fame and pride
And glorious all will be
That with sword in hand will die
Oden! Guide our ships
Our Axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war
Oden! Guide our ships
Our axes, spears and swords
Guide us through storms that whip
And in brutal war"
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
O contrato a termo na função pública
No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Direito da Função Pública".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui.
Podem encontrá-lo clicando aqui.
Espero que seja útil.
sábado, fevereiro 06, 2010
A importância comunitária na contratação pública
No âmbito da VIII Pós-graduação em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo que se encontra a decorrer na Faculdade de Direito da Universidade do Porto foi-me proposto desenvolver um trabalho de investigação no âmbito da disciplina "Contratos Administrativos".
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui.
Podem encontrá-lo clicando aqui.
Espero que seja útil.
Agora que o mesmo já foi apresentando para avaliação, sinto-me à vontade para o poder publicar aqui.
Podem encontrá-lo clicando aqui.
Espero que seja útil.
ASSUMiTunes
Mais uma semana e dois dias desde o último ASSUMiTunes!
Uma obra-prima do Black Metal dos Países Baixos. Foi complicado escolher que música colocar aqui, dado que são todas tão boas. Mas pronto. Acho que esta merece um bocadinho mais de destaque que as restantes.
Podem encontrá-la aqui.
CARACH ANGREN!!!
"Next morning his corpse was found twisted, cut and broken
The way those empty eyes stared!
As if they saw the doors of Hell going open
Something bewitched returned from the ashes where she once burned
Princess of the moon
Roaming timeless gloom
Murder! Murder!
Once sick of hatred, now frightened of these unsolved deaths
His cheating mistress and her lover passed away like rats
Now Ian's hourglass is leaking time like a bleeding that cannot be stopped
For a lugubrious existence is craving for his teardrops and blood
Kijk mij aan zodat de duisternis in jouw ziel kan schijnen
Jouw bestaan zal als een tijdloze vloek in de dood verdwijnen
That day he's riding through the forest as his intuition speaks: "You are being followed!"
Then the spirit attacked from the trees
It pushed his face into the spinning carriage wheels
His skull cracked open...
... and there were no more screams!"
Uma obra-prima do Black Metal dos Países Baixos. Foi complicado escolher que música colocar aqui, dado que são todas tão boas. Mas pronto. Acho que esta merece um bocadinho mais de destaque que as restantes.
Podem encontrá-la aqui.
CARACH ANGREN!!!
"Next morning his corpse was found twisted, cut and broken
The way those empty eyes stared!
As if they saw the doors of Hell going open
Something bewitched returned from the ashes where she once burned
Princess of the moon
Roaming timeless gloom
Murder! Murder!
Once sick of hatred, now frightened of these unsolved deaths
His cheating mistress and her lover passed away like rats
Now Ian's hourglass is leaking time like a bleeding that cannot be stopped
For a lugubrious existence is craving for his teardrops and blood
Kijk mij aan zodat de duisternis in jouw ziel kan schijnen
Jouw bestaan zal als een tijdloze vloek in de dood verdwijnen
That day he's riding through the forest as his intuition speaks: "You are being followed!"
Then the spirit attacked from the trees
It pushed his face into the spinning carriage wheels
His skull cracked open...
... and there were no more screams!"
quinta-feira, janeiro 28, 2010
ASSUMiTunes
Mais uma semana...
Desta vez Black Metal alemão.
Vociferam acerca da Primavera nesta genial 'Frühling: Des Schwarzen Flieders Wiegenlied'
(Só depois dos 2m10s é que vão ficar verdadeiramente fascinados com a música)
NOCTE OBDUCTA!!!
Ein Glas uralten Whiskys ruht wie rauch'ges Gold in meiner Hand
Die Sonne wirft ihr letztes Licht und spiegelt golden sich im Glas
Kühle Luft umspielt mich sanft, ein leichter Hauch von nahter Nacht
Wiegt sich in Abendwärme und mein Tritt spürt wieder weiches Gras
Irgendwo hinter den Wäldern weht ein vager Hauch Anis
Weit entfernt und dennoch klar ein Schatten alter Lieder
Zwielicht wandelt zwischen Sträuchern, farbenfroh in grau gewandt
Und zwischen Tag und Nacht hängt süßer Duft von schwarzem Flieder
Die Kälte alter, dunkler Gräber weicht aus meinen müden Knochen
Ich schreite schlendernd fort und fort durchs Leben nach den Grüften
Die Schatten wachsen dunkler nun, wie Boten einer nahen Nacht
Doch der Geruch des Tages liegt noch immer in den Lüften
Das dunkle Blut der Frühlingsnacht entfaltet fruchtig sein Aroma
Im Schatten dunkler Äste, wo verborg'ne, fremde Vögel singen
Vögel, die der Mond sich schuf, sie folgen ihres Schöpfers Ruf
Dem bleichen Herrn des tiefen Firmamentes der Nacht ein Lied zu bringen
Die Dämmerung verschlingt den Tag, durchflutet mich mit Ewigkeit
Mein Geist erblüht in Finsternis und tastet suchend in die Weite
Der Schwarze flieder ruft mein Blut zum nebeligen Wald, und du
Erwartest schweigend mich auf dem murmelnden Baches dunkler Seite
Der schwarze Flieder
Auf ewig lockt mein Herz
Immer und immer wieder
Wie tränen eines vergessenen Gottes
Im Traum einer toten Königin
Der Nebel trägt der schwarzen Tulpe Requiem
- Des schwaren Flieders Wiegenlied
...und schüchterner Nebel schmiegt sich an uns und wabert
In Träumen
Gottlos
Für immer verloren
Doch in Freiheit
Mein Kopf auf deinem Schoß
Mondlicht fällt in meinen blutbenetzten Augen
Regen... oder streicheln Tränen mein Gesicht?
Wird es ein Morgen geben?
Was wird sein für jene, die noch leben?
Die Frühlingsnacht sinkt langsam in ein Nichts
Und längst vergessenes Lachen dringt anheimelnd an mein Ohr...
Ein ferner Duft von Flieder als der Tod uns holt
Falsche Götter höhnen, etwas geht vorbei
Doch dies ist nicht mein erster Tod, die Trauer schmeckt so süß
Denn ich bin wieder frei
Desta vez Black Metal alemão.
Vociferam acerca da Primavera nesta genial 'Frühling: Des Schwarzen Flieders Wiegenlied'
(Só depois dos 2m10s é que vão ficar verdadeiramente fascinados com a música)
NOCTE OBDUCTA!!!
Ein Glas uralten Whiskys ruht wie rauch'ges Gold in meiner Hand
Die Sonne wirft ihr letztes Licht und spiegelt golden sich im Glas
Kühle Luft umspielt mich sanft, ein leichter Hauch von nahter Nacht
Wiegt sich in Abendwärme und mein Tritt spürt wieder weiches Gras
Irgendwo hinter den Wäldern weht ein vager Hauch Anis
Weit entfernt und dennoch klar ein Schatten alter Lieder
Zwielicht wandelt zwischen Sträuchern, farbenfroh in grau gewandt
Und zwischen Tag und Nacht hängt süßer Duft von schwarzem Flieder
Die Kälte alter, dunkler Gräber weicht aus meinen müden Knochen
Ich schreite schlendernd fort und fort durchs Leben nach den Grüften
Die Schatten wachsen dunkler nun, wie Boten einer nahen Nacht
Doch der Geruch des Tages liegt noch immer in den Lüften
Das dunkle Blut der Frühlingsnacht entfaltet fruchtig sein Aroma
Im Schatten dunkler Äste, wo verborg'ne, fremde Vögel singen
Vögel, die der Mond sich schuf, sie folgen ihres Schöpfers Ruf
Dem bleichen Herrn des tiefen Firmamentes der Nacht ein Lied zu bringen
Die Dämmerung verschlingt den Tag, durchflutet mich mit Ewigkeit
Mein Geist erblüht in Finsternis und tastet suchend in die Weite
Der Schwarze flieder ruft mein Blut zum nebeligen Wald, und du
Erwartest schweigend mich auf dem murmelnden Baches dunkler Seite
Der schwarze Flieder
Auf ewig lockt mein Herz
Immer und immer wieder
Wie tränen eines vergessenen Gottes
Im Traum einer toten Königin
Der Nebel trägt der schwarzen Tulpe Requiem
- Des schwaren Flieders Wiegenlied
...und schüchterner Nebel schmiegt sich an uns und wabert
In Träumen
Gottlos
Für immer verloren
Doch in Freiheit
Mein Kopf auf deinem Schoß
Mondlicht fällt in meinen blutbenetzten Augen
Regen... oder streicheln Tränen mein Gesicht?
Wird es ein Morgen geben?
Was wird sein für jene, die noch leben?
Die Frühlingsnacht sinkt langsam in ein Nichts
Und längst vergessenes Lachen dringt anheimelnd an mein Ohr...
Ein ferner Duft von Flieder als der Tod uns holt
Falsche Götter höhnen, etwas geht vorbei
Doch dies ist nicht mein erster Tod, die Trauer schmeckt so süß
Denn ich bin wieder frei
quarta-feira, janeiro 27, 2010
O Norte
Por Miguel Esteves Cardoso
«Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes
que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana
secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à
vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.
Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se
vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco
ao olhar. Até o granito das casas.
Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma
ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira,
Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.
Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se
identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos
falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que
constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.
Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte,
Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito
pequenina. No Norte.
Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.
É esta a verdade.
Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial
mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à
parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul -
falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do
Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a
que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito
estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não
quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.
O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.
Tem esse defeito e essa verdade.
Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável,
porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses)
nessas coisas.
O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher
portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá
nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis,
daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se
sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de
frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão
confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas,
graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas
pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as
verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram
quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma
panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo
puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os
olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos
brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de
braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como
conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.
São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte
deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em
Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão,
numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.
Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.
Só descomposturas, e mimos, e carinhos.
O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no
Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só
porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que
preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o
Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português
escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.
Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não
escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as
defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O
Norte".
Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender
Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua
pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma
terra maior, é comovente.
No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em
Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte
de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho
ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece
vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para
as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima
de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para
adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós
todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e
dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a
maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse
só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos
outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?»
«Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes
que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana
secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à
vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca.
Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se
vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco
ao olhar. Até o granito das casas.
Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma
ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira,
Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.
Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se
identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos
falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que
constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.
Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte,
Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito
pequenina. No Norte.
Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.
É esta a verdade.
Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial
mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à
parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul -
falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do
Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a
que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito
estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não
quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.
O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.
Tem esse defeito e essa verdade.
Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável,
porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses)
nessas coisas.
O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher
portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá
nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis,
daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se
sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de
frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão
confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas,
graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas
pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as
verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram
quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma
panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo
puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os
olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos
brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de
braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como
conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.
São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte
deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em
Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão,
numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.
Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.
Só descomposturas, e mimos, e carinhos.
O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no
Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só
porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que
preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o
Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português
escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.
Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não
escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as
defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O
Norte".
Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender
Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua
pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma
terra maior, é comovente.
No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em
Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte
de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho
ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece
vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para
as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima
de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para
adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós
todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e
dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a
maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse
só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos
outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?»
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Optimus TAG e a perda de concorrência no nosso mercado de telecomunicações móveis
Quando a Optimus apareceu no mercado português a 15 de Setembro de 1998, abriu-se o caminho para que as telecomunicações móveis deixassem, definitivamente, de ser um bem luxuoso.
A então Telecel e a TMN tiveram que repensar a sua forma de chegar ao mercado, nomeadamente desenvolvendo novos serviços e baixando os preços dos produtos idênticos aos oferecidos pela Optimus.
Eu passei a ter telemóvel. Toda a gente na minha escola passou a ter um. Agora é normal um miúdo ter telemóvel com uma idade bastante inferior à que eu tinha na altura (17 anos). Quando eu tinha 16 anos, só a elite tinha telemóvel. Quando eu tinha 17, tudo mudou.
No dia 14 de Setembro de 1998 o telemóvel era coisa de 'gente rica'. No dia seguinte até eu tinha telemóvel.
E falava com os meus pais por 5 escudos por minuto! Além de já não ser uma coisa de 'gente rica', as chamadas móveis eram mais baratas do que as da rede fixa! E as SMS - que eram uma novidade (eu ainda me lembro que, no início, para se enviar um SMS se tinha que fazer como com os pagers. Ligava-se um número, dizia-se a mensagem a um operador e ele é que enviava a SMS para o telemóvel) - eram grátis! Mas apenas se conseguia enviar de Optimus para Optimus. Depois lá se começou a conseguir enviar para as outras redes, de forma grátis, através de (pasmem-se!) centros de mensagens do Sri Lanka e Qatar, que me lembre. Estes dois não me podia esquecer!:)
Não me lixem. Com isto é impossível negar que a Optimus tenha revolucionado o mercado desde o primeiro dia de existência.
Ainda assim - e esta é uma opinião pessoal mas que sei ser partilhada por muita gente - a Optimus era a 'rede dos pobres', porque tinha os preços mais baixos. E então muitos associavam isso à fraca qualidade dos seus serviços. Ao invés, ninguém pensava que queria apenas ganhar mercado e que, quanto menos clientes tiver, melhor é o serviço que presta, na medida em que o sistema não está tão sobrecarregado com processamentos.
Assim, a elite era cliente Telecel. A burguesia (e, faça-se justiça, as pessoas que viviam em locais mais remotos, onde a TMN era a única rede que tinha cobertura) era cliente TMN. E os pobres eram clientes da Optimus.
É frequente dizer-se por aí que em Portugal há muita pobreza escondida. E é verdade. E até nesta questão das operadoras móveis isso se notou sempre. Muita gente preferia pagar mais caro pelas suas chamadas mas afirmar-se como cliente Telecel. Era um símbolo de riqueza. E continua a ser.
Todos os médicos que conheci até hoje são clientes Telecel e, agora, Vodafone.
Todos os empreiteiros de construção civil (e açorianos;)) que conheço são TMN.
Todos os clientes das minhas defesas oficiosas são, agora, Optimus. TAG.
Os anos foram passando e a Optimus continuou a ser a eterna terceira operadora móvel do país.
No entanto, começou a ser a mais inovadora e a arriscar em produtos muito vantajosos, nomeadamente por permitirem a possibilidade de comunicações grátis. Estou a falar dos tarifários Chat em que, pelos menos, as SMS eram grátis entre clientes Optimus.
Só que, esses produtos não eram 'loucuras' com as quais as suas concorrentes não pudessem rivalizar. A Optimus oferecia SMS grátis entre os seus clientes, e logo de seguida as suas concorrentes ofereciam produto idêntico. Ou quase. Nas alturas de Natal e Ano Novo, as SMS 'grátis' deixam de o ser, enquanto na Optimus isso nunca sucedeu.
E eis que chega 2008 e a Optimus faz uma (poderei dizer?) desesperada última tentativa de largar o terceiro lugar. Lança o tarifário TAG.
E, pela primeira vez, as suas concorrentes criam algo semelhante (uma assinatura mensal camuflada de tarifário pré-pago) à primeira vista mas que é absolutamente distinto. Primeiro, alguns dos seus clientes caem na jogada e mudam. Mas ao fim de um ano do lançamento, começa a debandada total para a Optimus. E, curiosamente, Vodafone e TMN mantêm os seus produtos. Não alteram uma vírgula.
E eu pergunto: estratégia de mercado? Impossibilidade técnica? Ganância empresarial?
Porque para o mercado funcionar bem, tem que haver concorrência. E o que vejo (e que nunca pensei que veria, porque a Optimus é a 'rede dos pobres') é um grande número de pessoas a deixar as suas operadoras de anos e a tornarem-se clientes Optimus. Ou mesmo, a não abandorem as suas operadoras, mas a tornarem-se, simultaneamente, clientes Optimus. E estas, certamente, não sustentarão dois contratos para sempre. Sobretudo quando houver um número considerável de clientes TAG.
É certo que, nomeadamente a Vodafone, está a atacar o mercado da internet fixa e IPtv, portanto está a alargar a sua oferta. Mas então, e a TMN?! Estará à espera de uma solução decorrente unicamente da sua posição dominante? Tal como a Microsoft estava a fazer? Não fora o Steve Ballmer, e a Microsoft acabaria por cair às mãos do Gates.
E pronto. Como grande interessado (amador) que sou em tecnologia, redes móveis e internet, espero atento, e ansioso, para ver no que isto dá e pergunto:
Conseguirá uma caganita de um rato mandar ao chão dois elefantes?
A então Telecel e a TMN tiveram que repensar a sua forma de chegar ao mercado, nomeadamente desenvolvendo novos serviços e baixando os preços dos produtos idênticos aos oferecidos pela Optimus.
Eu passei a ter telemóvel. Toda a gente na minha escola passou a ter um. Agora é normal um miúdo ter telemóvel com uma idade bastante inferior à que eu tinha na altura (17 anos). Quando eu tinha 16 anos, só a elite tinha telemóvel. Quando eu tinha 17, tudo mudou.
No dia 14 de Setembro de 1998 o telemóvel era coisa de 'gente rica'. No dia seguinte até eu tinha telemóvel.
E falava com os meus pais por 5 escudos por minuto! Além de já não ser uma coisa de 'gente rica', as chamadas móveis eram mais baratas do que as da rede fixa! E as SMS - que eram uma novidade (eu ainda me lembro que, no início, para se enviar um SMS se tinha que fazer como com os pagers. Ligava-se um número, dizia-se a mensagem a um operador e ele é que enviava a SMS para o telemóvel) - eram grátis! Mas apenas se conseguia enviar de Optimus para Optimus. Depois lá se começou a conseguir enviar para as outras redes, de forma grátis, através de (pasmem-se!) centros de mensagens do Sri Lanka e Qatar, que me lembre. Estes dois não me podia esquecer!:)
Não me lixem. Com isto é impossível negar que a Optimus tenha revolucionado o mercado desde o primeiro dia de existência.
Ainda assim - e esta é uma opinião pessoal mas que sei ser partilhada por muita gente - a Optimus era a 'rede dos pobres', porque tinha os preços mais baixos. E então muitos associavam isso à fraca qualidade dos seus serviços. Ao invés, ninguém pensava que queria apenas ganhar mercado e que, quanto menos clientes tiver, melhor é o serviço que presta, na medida em que o sistema não está tão sobrecarregado com processamentos.
Assim, a elite era cliente Telecel. A burguesia (e, faça-se justiça, as pessoas que viviam em locais mais remotos, onde a TMN era a única rede que tinha cobertura) era cliente TMN. E os pobres eram clientes da Optimus.
É frequente dizer-se por aí que em Portugal há muita pobreza escondida. E é verdade. E até nesta questão das operadoras móveis isso se notou sempre. Muita gente preferia pagar mais caro pelas suas chamadas mas afirmar-se como cliente Telecel. Era um símbolo de riqueza. E continua a ser.
Todos os médicos que conheci até hoje são clientes Telecel e, agora, Vodafone.
Todos os empreiteiros de construção civil (e açorianos;)) que conheço são TMN.
Todos os clientes das minhas defesas oficiosas são, agora, Optimus. TAG.
Os anos foram passando e a Optimus continuou a ser a eterna terceira operadora móvel do país.
No entanto, começou a ser a mais inovadora e a arriscar em produtos muito vantajosos, nomeadamente por permitirem a possibilidade de comunicações grátis. Estou a falar dos tarifários Chat em que, pelos menos, as SMS eram grátis entre clientes Optimus.
Só que, esses produtos não eram 'loucuras' com as quais as suas concorrentes não pudessem rivalizar. A Optimus oferecia SMS grátis entre os seus clientes, e logo de seguida as suas concorrentes ofereciam produto idêntico. Ou quase. Nas alturas de Natal e Ano Novo, as SMS 'grátis' deixam de o ser, enquanto na Optimus isso nunca sucedeu.
E eis que chega 2008 e a Optimus faz uma (poderei dizer?) desesperada última tentativa de largar o terceiro lugar. Lança o tarifário TAG.
E, pela primeira vez, as suas concorrentes criam algo semelhante (uma assinatura mensal camuflada de tarifário pré-pago) à primeira vista mas que é absolutamente distinto. Primeiro, alguns dos seus clientes caem na jogada e mudam. Mas ao fim de um ano do lançamento, começa a debandada total para a Optimus. E, curiosamente, Vodafone e TMN mantêm os seus produtos. Não alteram uma vírgula.
E eu pergunto: estratégia de mercado? Impossibilidade técnica? Ganância empresarial?
Porque para o mercado funcionar bem, tem que haver concorrência. E o que vejo (e que nunca pensei que veria, porque a Optimus é a 'rede dos pobres') é um grande número de pessoas a deixar as suas operadoras de anos e a tornarem-se clientes Optimus. Ou mesmo, a não abandorem as suas operadoras, mas a tornarem-se, simultaneamente, clientes Optimus. E estas, certamente, não sustentarão dois contratos para sempre. Sobretudo quando houver um número considerável de clientes TAG.
É certo que, nomeadamente a Vodafone, está a atacar o mercado da internet fixa e IPtv, portanto está a alargar a sua oferta. Mas então, e a TMN?! Estará à espera de uma solução decorrente unicamente da sua posição dominante? Tal como a Microsoft estava a fazer? Não fora o Steve Ballmer, e a Microsoft acabaria por cair às mãos do Gates.
E pronto. Como grande interessado (amador) que sou em tecnologia, redes móveis e internet, espero atento, e ansioso, para ver no que isto dá e pergunto:
Conseguirá uma caganita de um rato mandar ao chão dois elefantes?
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